Mas os anos passam, tudo passa e a vontade de ser mãe novamente nasceu dentro de mim. Pra ser bem exata a grande vontade mesmo surgiu há uns dois anos atrás.
Em 2009, o meu relógio biológico, se é que ele funciona mesmo, começou a "gritar" dentro de mim, ansiando por uma nova gestação.
Mas nem tudo na vida é como queremos. Havíamos acabado de trocar de carro, ainda morávamos de aluguel, eu tinha recém me formado na faculdade e não passado na prova da OAB. Marido tratou logo de tirar aquela idéia da minha cabeça. Aceitei.
Ano passado, em 2010, a vontade permanecia. Porém, com menos intensidade, mas permanecia. E os motivos se acumularam, eu ainda não havia passado na prova da OAB, ainda morávamos de aluguel, ainda estávamos pagando o carro e...enfim. Não rolou mais uma vez.
Aí chegou 2011. E com ele, sei lá, um desânimo. Uma vontade beeem menor de encarar outra gestação, uma dúvida cruel, não sei explicar direito. Uma vontade de focar apenas na carreira, em outras coisas...
Mas 2011 está praticamente no final e nada aconteceu. Nem filho, nem carreira, nem nada! Eu disse nada! Sinto minha vida estagnada. Ancorada. Inerte. E porque? Porque me sinto assim?Olha eu serei bem franca. Eu sou uma pessoa chata. Mas bem chata mesmo. Eu sou um ser desinteressante. Essa é a mais pura verdade. Eu detesto viajar, detesto sair da minha rotina, detesto ter que aprender coisas novas. Detesto. Talvez seja por isso que minha família toda foi morar fora do país e eu fui a única que quis ficar. Talvez seja por isso que eu trabalho há quase 10 anos no mesmo escritório e sofro (muito) cada vez que penso que preciso sair daqui. Talvez seja por isso que minhas amigas sejam as mesmas há décadas, que odiava trocar de colégio na época que estudava, que me detestei tanto quando engordei uns kilos na gravidez, pq eu me acostumo com uma coisa e quero ela pra sempre! Eu não acredito em horóscopo e astrologia e essas coisas, mas eu sempre ouví dizer que pessoas do signo de Capricórnio são assim. Conheço inclusive, outras capricornianas que são exatamente assim como eu. Que criam raízes. Que amam rotinas.
Bem...chatices da minha personalidade e covardias a parte, o que eu pretendo com esse post é dizer o que se passa na minha cabeça agora, porque em pleno mês de outubro de 2011, meu marido mudou de opinião e resolveu querer outro filho.
Pedro já está com quase 6 anos, ainda moramos de aluguel, ainda estamos pagando o carro, ainda não sou advogada e ainda não sei o que quero da vida...
E agora José?
E não é só o marido...Pedro também está super adaptado a nova idéia de ter um (a) irmãozinho (a) e já fala em nomes, onde ele vai dormir, o que ele poderá fazer pra ajudar...enfim.
Engraçado é que nem posso dizer que minha cabeça está confusa, porque não está. Tudo está muito bem resolvido. Eu quero outro bebê, mas também quero tanta coisa. Penso que a OAB, ou qualquer outra coisa que eu venha a realizar profissionalmente poderá ser feita depois. Mas a maternidade não deve esperar. Já esperei até aqui e não avancei, não saí do lugar. Por incompetência minha? Com toda certeza! Chorar pelo leite derramado agora adianta? De jeito nenhum. É levantar a cabeça, refazer os projetos e seguir em frente. Mas do meu jeito, a minha maneira, chata como eu sou. Um dia de cada vez.
O mais importante de tudo é o que realmente eu tenho certeza que sou: feliz!



Isso que eu chamo de um desabafo...
ResponderExcluirEu sei que vc não escreve pra ninguém achar nada, mas mesmo assim, eu acho, e vou te dizer o que falei outro dia numa jantinha que fizemos com as amigas da facul, onde todas tinham uma expectativa frustrada. Eu disse todas, tá! Acho que quando a gente é bem novinha, espera muito, tudo que a gente quer é não ser igual a nossas mães, é mudar o mundo, é ser que nem a "helena" da novela das 9, que tem uma carreira espetacular, um marido romântico, uma família feliz, uma casa com escadaria perfeita, um carro importado e tudo mais... Mas não é bem assim! O tempo vai passando, e a gente descobre que precisa de tão pouco pra ser feliz, e que por pior que isso possa parecer, aquilo nos basta!
E sabe do que mais? a vida passa tão rápido, que precisamos dar um jeito de ser feliz com o que temos, pq sempre vai ter quem tenha mais, ou quem tenha menos, mas e daí neh!
Espero que este irmãosinho(a) venha pra te fazer ainda mais feliz!
Beijinhos
Oi amiga, que bom que está com vontade de ter outro bebê, penso que ficamos sempre tentando melhorar de vida para depois ter bebê e acaba que nunca fica bom o suficiente para decidirmos, sempre queremos mais alguma coisa antes de engravidar e acaba que vamos adiando, adiando e quando vemos está ficando tarde.
ResponderExcluirEu também quero ter outro, mas nunca acho que o momento é propício, aff, Nathalia é louca pra ter irmãozinho, quem sabe o ano que vem.
Estarei na torcida para que a cegonha apareça logo por aí!
Bjs!
Oi Lilian,
ResponderExcluirLindo e sincero esse post.
Se eu fosse te dar um conselho diria: espere um pouco você é nova e tem muito tempo para ter filhos, se um é maravilhoso e complicado, dois, tudo se multiplica e a tendência é ter menos tempo para nós.
Mas, não quero, de jeito nenhum, jogar um balde de água fria, acho que um filho só, é pouco. O instinto feminino sempre fala mais alto e está, nesse momento, gritando para você. Se é isso que você quer, vai fundo!!!
A maternidade é algo realmente singular na vida de uma mulher não deixe passar esse momento.
Que as sementinhas fecundem logo e que o Pedro curta bem o irmão/irmã.
Beijos!!!
Helck
Bonita, acho muito bacana seu marido dar o start, seu filho aceitar a ideia, mas, sem querer ser radical xiita, quem decide a gravidez é a mulher. Nunca, mas nunca, saberemos realmente se tomamos a decisão certa - o importante é se posicionar.
ResponderExcluirBjs e boa sorte!
eu acredito que para encarar outra gravidez só precisa de coragem do resto a gente corre atras, porque casa dinheiro isso precisamos sempre,,, então amiga bateu a vontade encare! com certeza o milagre da vida é um presente que só nós sabemos o valor!
ResponderExcluirse for a hora que seja agora né...
um big bj pra vcs